10.4.13

O tormento dos mortos de Silent Hill

                Quando se fala em Transilvânia muitas histórias passam pela nossa cabeça e um nome surge entre trevas e sangue: Dracula. Esse brilhante conde vivia em um castelo satisfeito com as mortes que causava. Era temido por cruéis empalamentos e todos o chamavam de vampiro por causa de seu gosto pelo obscuro e por estar sempre com uma capa preta lembrando as asas de um vampiro. Dracula até gostava de seu apelido e realmente achava que lhe caia bem pois em todas as sextas-feiras ele descia ao porão e buscava cadáveres frescos para retirar deles o seu alimento predileto; sangue, o qual tomava em uma taça de prata, ornamentada com 57 rubis.
                Foi em um desses momentos em que estava sentado sob um corpo, tomando sangue e observando a lua que percebeu que sua vida já estava se tornando muito comum. Ele começou a se lembrar de seus dias de glória, quando até ele mesmo se sentia um monstro ao se olhar no espelho. Agora, se via como outra pessoa qualquer, fazendo apenas o que devia ser feito. Decidiu que teria de mudar isso. Começou a pensar em novas histórias e que podia fazer de si uma lenda e resolveu mudar-se para Silent Hill. O que ele sabia é que por enquanto, ele não chamaria tanta atenção quando chegasse pois o que se ouvia de lá também era considerado cruel. Mas sua intenção era mudar isso e ganhar o domínio daquela cidade misteriosa. Partiu pela manhã, sozinho, em um cavalo incrivelmente belo.  Gastou 7 dias e 6 noites e ao chegar, silêncio. Era o que esperava. Desceu do cavalo, pôs-se ao seu lado e aguardou. Escureceu. E quando Dracula estava prestes a perder a paciência, sentiu o chão tremer. Então sorriu. Esperou mais algum sinal de que sua viagem não tinha sido em vão e percebeu que estava certo. Logo, foi tocado no ombro e ao se virar deparou-se com uma criatura que já teria sido humana e agora estava em decomposição. Com olhos verdes flamejantes e uma expressão de ódio, declarou:
_ Diga seu nome, criatura insignificante.
_ Se está falando comigo, sou o Conde Dracula.
_ Como ousa colocar seus pés neste chão? Quem lhe deu permissão para tal desatino?
_ Desde quando um Conde precisa de permissão para algo? Quem é você para falar assim comigo?
_ Sou Victor Diamond e Silent Hill pertence a mim. É bom que se retire.
_ Senão?
_ Senão irá se arrepender.
_ Duvido.
                Victor fez seus olhos brilharem como nunca e então bateu palmas e novamente o chão tremeu, dessa vez 2 vezes mais forte. Em poucos segundos, centenas de seres como Victor surgiram da Terra em direção de Dracula que nem se mexeu.
_ Você tem 5 segundos para sumir - disse Victor.
_ Prefiro a morte - Dizendo isso, Dracula tirou de sua capa uma Katana, presente de seu pai e se jogou para cima de todos os mortos-vivos.
                Victor não sabia se ficava impressionado com a coragem de Dracula ou se preocupava-se com a perda que estava tendo pois o Conde estava se saindo muito bem.           Depois de uma batalha intensa que durou algumas horas, Dracula se postou diante de Victor que boquiaberto disse:
_ Parabéns, rapaz. Se não tivesse visto com meus próprios olhos, jamais acreditaria. Que tal se juntar a mim e criar nosso próprio exército?
_ Não faria parceria com um idiota que deixou seus soldados serem destruídos por um estranho confiando na possibilidade de se unirem depois.
                E assim cravou sua espada na cabeça de Victor que teve sua alma levada de volta para o inferno. Dracula guardou a espada, montou em seu cavalo e seguiu seu caminho buscando novos rumos para destruição, que no seu caso, era sua própria salvação.