10.4.13

Prelúdio

No lúgubre silêncio de uma sala vazia chamada Mente,
ainda vejo uma luz à que denomino Morte
Muitos já escreveram sobre como anseiam partir
mas simplesmente colocam devaneios no papel
e nunca tomam a iniciativa final
Nessa vida, nem mesmo pude apreciar um sono letárgico
porque jamais tive paz
Estou à beira da loucura,
somente aguardando
 porque sinto que há ainda coisas para serem feitas neste lugar
e muito do que me vingar
Porém, com ideias fugindo,
fica cada vez mais difícil seguir adiante
Ninguém pode compartilhar da dor pela qual minha alma sangra
Minha história nem ao menos será lembrada
porque todos se esquecem,
consideram suas malditas ambições mais importantes que qualquer coisa
e nem sequer sabem lutar por elas
Não quero mais desperdiçar minhas lágrimas com desatinos,
não vale a pena me sujeitar a estes sentimentos falsos
Sem poderes o bastante para escapar,
eu me entrego à espera;
lenta e torturante,
mas minha única esperança
Quebrei as correntes do passado
pois nada do que aconteceu é pior do que está por vir
Não me rendo à vida,
apenas sei que um dia tudo o que odeio se afogará nos meus medos perdidos.