7.5.13

Chama apagada


Me perdi em meio a tantas declarações de amor. Acreditei em cada palavra tua e por um tempo me deixei ser dominada pela paixão. Minha sensibilidade nunca aparente nasceu em mim desde o momento que também me apaixonei. Seus beijos intensos pareciam me completar, a vida ao meu redor parecia não me importar. Achei que tivesse me tornado humana, que tinha encontrado o sentido da vida e que estava sendo feliz. Porém, após uma reflexão, acordei deste sonho e percebi que era tudo mentira. Me toquei que eu nunca poderia viver esta vida, que esse envolvimento não era pra mim e que isso me deixava mais fraca. Quisera eu que você também fosse fruto da minha imaginação, pois quando pensei que havia me livrado dessa história, você estava em minha cama me chamando para a perdição. Sabia que se dissesse adeus, você com seu jeito mimada de ser, não sabendo aceitar um não, ia desejar se vingar. Então, tomei a decisão mais inteligente; fingi que iria me entregar. Te amarrei e lhe pus uma venda, fui até a cozinha e peguei a maior faca que encontrei, me dirigi ao quarto e lhe cortei. Um corte profundo, no pescoço, lhe tirou a vida mas trouxe de volta a minha. Senti o sangue frio em minhas veias voltar a correr, meu coração, nem o ouvia bater. Me livrei de seu corpo com fogo, uma homenagem a nossas noites ardentes. Minhas lembranças foram enterradas no fundo de minha alma. E assim se foi o que nunca deveria ter existido. É verdade que você por um tempo me transformou. Mas a mentira não faz com que minha vida seja melhor. Estou condenada para sempre a uma vida sem amor.