18.5.13


Por fora pareço estar bem, mas por dentro me perco em minha própria confusão
Mergulho em queda livre em pensamentos que me impedem de enxergar as conseqüências
Eu nego as exigências
Vejo no espelho uma alma naufragada, que não pode ser refletida em qualquer visão
Estou acompanhada, mas na verdade estou novamente sozinha, pois é esse o meu destino
Bebo algo para fingir a mim mesma que meus problemas podem ser esquecidos
Eu mesma minto para mim, para não perder o foco
Afinal, a mentira é necessária para manter-se o controle
A dor não pode passar mas pode se misturar a memórias quase esquecidas
Esse sentimento de culpa pode passar, mas por enquanto insiste em se renovar
O desejo de um olhar desconhecido, voltado para mim, quer me ocupar.