6.6.13


Às vezes esqueço que ninguém me conhece, que ninguém se importa.
Às vezes brinco de imaginar que sou alguém.
Às vezes viajo no céu coberto de estrelas, me teletransporto a um mundo que não me faz de refém.    
É claro que nada vai esperar eu me recuperar e me sentir bem,
é claro que eu nunca vou estar bem.
O mundo não vai parar pra que eu encontre o sentido da vida,
a vida não vai parar pra que seu sentido a encontre.
O céu não vai estar mais ou menos nublado seguindo minha vontade,
nem o que eu quero quis de própria vontade.
Não busco a eternidade, nem mesmo a felicidade,
não busco ilusões, quero apenas a verdade.
Ser reconhecida, compreendida, invejada; até isso eu recuso.
Minha esperança falecida não uso.
Observando meu destino dentro de um caixão, entendo o que vivi,
o que passei pra chegar aqui, só é reconhecido por meu próprio coração.
Nunca causarei comoção, minhas memórias não gerarão emoção.
O que vivemos nenhum valor tem para os que contigo não estão.
Nada de multidão, só busco a solidão.
Uma triste verdade reconhecida e lágrimas no chão.