17.8.13

Às vezes em meio ao silêncio da noite,
fico pensando, não refletindo, só pensando,
sem deixar que meus pensamentos sobre a vida tornem-se sérios
A realidade inconfundível me confunde,
não me agrada, me entristece
Mas meus sonhos me perturbam
Esse silêncio que se quebra com a aurora,
me angustia, traz verdades mas não recomeços
Parece ser sempre o mesmo dia; a mesma tortura
Pode ser considerado drama esse meu lamento;
de certo é, mas é um drama vivido, não inventado,
difícil de ser superado
Minha alma insatisfeita brinca com as palavras sem haver motivo
É que na escrita – somente nela – me refugio
Solidão eterna estando nessa multidão
Nunca haverá companhia para este infeliz coração
Ao meu lado se encontram somente fantasmas
E, sem formas, sem vozes, sua existência não me socorre.