29.7.15

Eu vejo o tempo empurrando pessoas para o desconhecido sem que elas conheçam ao menos a força usada no impulso.
Eu ouço vozes gritando por ajuda sem que seus donos saibam do que querem ser salvos.
Eu vejo que o passado nunca permite que o presente seja livre de modo que só há futuros premeditados.
Eu vejo gente que se conforma com o conformismo do outro e logo se torna um escravo da imposição vazia e sem nexo de pessoas vazias e sem nexo.
As palavras que saem são o espelho de tudo o que os homens conseguiram após tanta evolução e o que conseguiram, logo percebe-se, não passam de retrocesso.
Fadados a seguir um caminho único que não leva a lugar algum, seguimos achando que no meio dele o resgate virá e nos levará para onde deveríamos de fato estar.
O que não sabemos, quer dizer, o que lutamos para não ver, é que aqui ou a 900 milhas, o céu é o mesmo e, como sua mente não mente para si mesma, seus medos e suas limitações nunca irão te deixar.