28.6.16

A morte não é uma pílula que tomo para aliviar a dor de cabeça; não é a canção que ouço para sentir um pouco de paz; não é um cigarro que enquanto queima adormece minha raiva; não é um pesadelo do qual eu consigo acordar. No entanto eu tentei tomá-la em forma de comprimidos em excesso; tento escutar sua voz e encontrar a direção; tento aproximá-la com 10 cigarros na mão e a busco em cada noite acordada ou não. A morte espreita meus passos; transmite verdades, como por exemplo o fato de nunca ser boa o bastante para respirar ou estar aqui. Ela não deixa a desejar. Seu papel é único e não há como falhar. É a deusa soberana da vida; impondo sua majestosa ira; dizendo com todas as letras na mais sutil entonação: eu vou te pegar!